E aquela neve branca caia...E aquele frio que me deixou em um estado inexplicável. Tudo parecia tão puro quanto meu pensamento desorganizado. E aquele chiado do vendo que chegava aos meus ouvidos como consolo. E gritava, gritava. Tudo se mexia tão lentamente. Meus olhos, minha boca, meus passos. Tudo...Meus poros estavam envolvidos...Um por um. E no meio daquele branco irritante me sentia preenchido. Tudo e todos estavam ali. Todas as mãos, todas as almas me cercavam e me acariciavam com belas palavras. E aquela nevoa gostosa que escondia tudo que era desagradável aos olhos. Tudo dançava aquela musica doce, aquelas leves batidas e sorria da forma mais sincera que poderia existir. Sorria, sorria. Beijava com uma delicadeza impossível, quase. E beijava. Um rodar continuo e suave criou-se. E logo meus olhos perderam-se naquele branco único, úmido. O céu misturou-se com a neve, e logo meus pensamentos faziam-se mais confusos. As mãos duplicaram-se e agitaram-se. Senti-me, por um segundo, mínimo. Rodava, rodava. Redundante. Quando tudo parou nada de mim sobrou. Não mais poros, nem boca. Não mais olhos, nem passos. Tudo de mim misturou-se e sumiu. Não existia mais nevoa nem neve. Só aquele único úmido branco, que nada era. E nada existiu.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
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