sexta-feira, 13 de junho de 2008

Limpo


É engraçado como me sinto criança de novo, como estou leve, como é divertido pular entre os prédios da cidade novamente, e no mais alto olhar o sol descer e borrar o céu de vermelho. É engaçado ver como as musicas antigas, aquelas de menos idade, fazem surgir um riso confuso, tímido e tão gostoso. Gostoso, como é gostoso passar a tarde em um confortável sofá, que claro, poderia ser mais, mas somos crianças, e enfim, é gostoso assim. Como é engraçado perceber meus olhos inquietos, seu corpo inclinado negativamente e meus pensamentos em queda livre, respirado só às vezes.Hoje me sinto tão criança e confesso sentir muita falta disso às vezes. Apoio-me em meu orgulho, corrijo minha postura e faço cara de gente grande, mas no fundo devo estar pedindo coisas simples. Ando procurando palavras simples, pela rua à noite. Fria.É tão engraçado olhar para trás e ver quantas coisas boas presenciei, quantas sensações e quantas pessoas. É divertido tentar organizar tudo isso em um texto. Acho que nem quero tentar, tiraria sua poesia. Mas gosto de dar boas risadas com essas imagens e ver que no fundo sou pateticamente divertido.Hoje percebo que algumas poesias são simplesmente grosserias. E que algumas pessoas não são bonitas, enfim. Como eu, agora. Mas me perco. E quantas vezes ouvi pessoas dizendo que queriam ser crianças mais espertas. Acho que sou uma delas agora. Ainda dou risada de tombos, mas mais ainda confundo-me em palavras serias de relações sociais tediosas. Divirto-mePor fim, é engraçado ver que cada virgula desse bagunçado texto tem muito sentido, como eu. Cada fração de mim tem sentido, mesmo que demore a descobri, mesmo que nublado. Sou um acumulado de sentidos. Engraçados e infantis na maioria das vezes. Pateticamente poético, enfim.

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